Esta linda iniciativa vem do extremo norte do país: de Macapá, capital do Amapá.


Moradores de Boné Azul, na zona norte da cidade, "enfeitaram" uma árvore (que fica na entrada do bairro) com máscaras de proteção ao coronavírus e também mensagens de otimismo e esperança aos vizinhos.


Até terça-feira (2/6), dia em que está previsto o encerramento do "lockdown" em Macapá — medida que tornou mais rígidas as ações de isolamento em prevenção à covid-19 —, quem passar pela Avenida Aníbal Barcelos e ainda não tiver máscara (obrigatória na cidade), pode pegar o item de proteção individual... e muito afeto!


A ideia surgiu quando uma das costureiras do bairro viu uma senhora que não tinha máscara ser impedida de entrar em um comércio. Foi, então, que um grupo de costureiras do bairro se uniu.


Movidas pelo desejo de ajudar a quem precisa, elas confeccionaram 300 máscaras e muitas mensagens carinhosas aos moradores do local. "Acalme seu coração. Dias melhores virão", motivam as doadoras.


Este belo exemplo de solidariedade, empatia e criatividade é contado em reportagem do G1, que você também pode conferir aqui e abaixo.


Doe-se também, com o que você tem e pode oferecer! Não dói...





Moradores penduram máscaras com mensagens de esperança em árvore para doação, em Macapá

Ideia mistura solidariedade e criatividade durante a pandemia do novo coronavírus


Por Victor Vidigal, G1 AP — Macapá



Até a terça-feira (2), dia que está previsto o encerramento do "lockdown" em Macapá — em que as medidas de isolamento ficam mais rígidas —, quem transitar na Avenida Aníbal Barcelos no bairro Boné Azul, Zona Norte de Macapá, irá se deparar com uma árvore "enfeitada" com máscaras.


Os itens de proteção individual, considerados essenciais durante a pandemia do novo coronavírus, foram colocados no local para doação. Eles ficam em sacos plásticos esterilizados e trazem junto mensagens de esperança num tempo em que o distanciamento social é importante.

A iniciativa é de moradores da região que têm como objetivo colocar, diariamente, de 50 a 70 máscaras na árvore.



A autônoma Maria Zinete Cardoso, 38 anos, relata que teve a ideia ao ver uma idosa que não pôde entrar em um frigorífico por não ter máscara. Ela compartilhou a situação com o restante do grupo de costureiras do qual faz parte.


"A senhora disse que o elástico da máscara dela havia arrebentado e não tinha como comprar outra porque o dinheiro que tinha era só para comida da família. Isso chamou muito nossa atenção e resolvemos pôr em prática esse projeto", contou Edinete.


Nete, como é conhecida no bairro, já fazia a distribuição das máscaras junto com os vizinhos nas filas da Caixa Econômica Federal, para idosos e pessoas com deficiência; mas, devido à intensificação do isolamento social, a forma que encontrou de continuar ajudando os outros foi doando através da natureza.


A confecção das máscaras é feita pelo próprio grupo, que colocou na sexta-feira (29) as primeiras unidades na árvore. Além das mensagens motivacionais, cada saco plástico tem orientações de prevenção para evitar a Covid-19. Uma delas é a de que o material deve ser higienizado antes de ser usado.


"As máscaras já vão todas esterilizadas antes de embalar, tem todo um cuidado, mas as pessoas também têm que ter esse cuidado de esterilizar porque está dentro da embalagem mas está exposta na rua. Tem que ter esse cuidado", disse a autônoma.


Atualizado: 8 de Jun de 2019


Eu estava pronta para escrever outra matéria para o eLeve-se. Já tinha pauta definida e um esboço do texto. Mas, fui “atropelada” por uma grande emoção ao ser surpreendida com um pedido: “Preciso de dinheiro. Você me ajuda? Pode me doar alguns reais? Ou acha melhor comprar minhas poesias? Cada uma custa R$ 4. E faço três poesias por R$ 10”. Aquela proposta me inspirou a escrever este texto sobre alguém que eu jamais imaginei que pudesse ser um “vendedor” de amorosidade!

Otávio de Melo Lourenço tem 13 anos. Filho de mãe enfermeira e pai farmacêutico, foi o único sobrinho da família por mais de 11 anos. Rodeado de primas, tias e avós, ele conservava uma postura de bad boy, de “o primo durão”, que ama jogos de videogame e dá pouca bola para “frescuras”, para “coisas de meninas”.


De Otávio, o garoto “linha dura”, eu esperava muitas ideias sensacionais. Mas, eu jamais poderia imaginar que, para conseguir o dinheiro que precisava, ele pensaria em algo tão criativo e amoroso: vender poesias, vender arte, vender sentimentos, vender palavras de amor!

Quando li a proposta dele nas primeiras mensagens de whatsapp, uma forte onda de calor explodiu em meus olhos e no coração! Era como se eu estivesse vendo uma flor se abrindo no meio de um grande descampado! Era como se eu estivesse escutando uma voz celestial: “Veja, Renatha, uma das maravilhas que existem no coração do seu sobrinho!”.


Não me contive de tanta emoção e orgulho. Virei para o frentista que abastecia meu carro e contei: “Olha que legal! Meu sobrinho está me vendendo poesias para juntar um dinheiro que ele precisa!”.


Bem jovem, o frentista abriu um grande sorriso e respondeu: “Compre as poesias! Incentive seu sobrinho!”. E eu devolvi: “Sim, já comprei! Ele me ofereceu três e eu encomendei quatro poemas por R$ 30!”. Enquanto eu pagava o funcionário do posto de combustíveis, as lágrimas carinhosamente lavavam meus olhos e acariciavam meu coração! E o frentista novamente me sorriu!

A ILIMITADA CAPACIDADE DO AMOR – Eu e Otávio ainda estendemos a troca de mensagens. Confirmei que eu lhe faria aquela doação; mas, pedi que ele não comprasse qualquer jogo que incitasse a violência.


Falamos sobre armas e, pela primeira vez, meu sobrinho entendeu que violência gera violência. E que o “argumento” da “legítima defesa” é a “justificativa” da indústria bélica para gerar mais violência e se manter neste mercado que movimenta bilhões de dinheiros, retroalimentando o mal para vender mais e mais armas.

O poeta Otávio e a minha filha Alice

Aquele foi um dia e tanto na minha vida! Conheci um sobrinho que ainda não havia se apresentado a mim durante estes 13 anos! Um dia que reforçou um pensamento que sempre tive e, de tempos em tempos, se confirma: a importância e beleza de sabermos enxergar as flores que existem em cada coração aparentemente duro. Reconhecermos estas flores, regá-las e nutri-las com amor para que elas permaneçam vivas, lindas e perfumando o mundo!


Acreditei no meu sobrinho e doei a ele alguns reais! Recebi muito mais! Eu e minha filha fomos presenteadas com poesias e amor!


Assim, “o ciclo é posto a girar: o ciclo de receber e retribuir” (Bhagavad-Gita).


Doe-se você também! Não dói!




"Tudo que a memória amou

Já ficou eterno

Por isso que se deve entender seu interno

Para poder modificar seu externo"


"(...) Ao mesmo tempo que amar é cuidar

Amar é ser cuidado

Por isso temos que agradecer de bom grado

Quem sempre esteve ao nosso lado"


"(...) Quem quer que você seja

Você precisa de uma família"


"Neve a cair

Criança a sorrir

Só pensam em brincar

Na neve a trilhar (...)"


Otávio de Melo Lourenço


Atualizado: 29 de Mai de 2019


Você já se viu nesta situação?: quer doar coisas das quais não precisa mais; mas, não sabe para quem e como oferecer aquilo que já não te serve?! O Exército de Salvação pode fazer esta “ponte” pra você! É só agendar o recolhimento dos itens e colaboradores da organização irão até a sua casa buscar o que você não quer mais!


Para isso, é fácil!: basta agendar o dia e o horário da coleta das doações e a kombi do Exército de Salvação chegará até sua casa. Em Brasília, o agendamento pode ser feito pelo telefone (61) 3443-6142 ou pelo site. Na capital, os recolhimentos ocorrem às quartas e quintas-feiras, das 8h30 às 16h30.


“Só em Brasília, temos 50 anos de atuação e uma série de instituições e pessoas que sempre nos procuram em busca daquilo que outros não precisavam mais”, conta o padre Ricardo Jung, responsável pela Igreja Exército de Salvação no Distrito Federal (DF). A unidade fica na L2 Sul, Qd 610, onde há um contêiner para o recebimento de doações.


“Recolhemos em domicílio desde mobília – como sofás e colchões, em bom estado de conservação – até roupas, sapatos e utensílios do lar”, explica o padre. As doações são entregues a 18 instituições, como abrigos de idosos e crianças, além de comunidades carentes e moradores de rua que procuram o Exército de Salvação.

Uma vez a cada dois meses, são realizados bazares na unidade da Igreja em Brasília. As doações são oferecidas a valores simbólicos e os recursos arrecadados financiam o pagamento de dois funcionários que conduzem a kombi, combustível e a manutenção de uma residência para mulheres de outros estados que vêm estudar no DF.


COLETAS – Segundo Ricardo Jung, o Exército de Salvação faz uma média de recolhimentos em oito endereços a cada dia de coleta. Só em 2018, o padre estima que aproximadamente 3 mil pessoas foram beneficiadas com as doações feitas em Brasília.


Fundada na Inglaterra há 154 anos, a Igreja Exército de Salvação está presente em 131 países. No Brasil, são 52 unidades em nove estados e o Distrito Federal (clique aqui para saber mais sobre a organização).


EXEMPLO – A terapeuta Ângela Dornelles e o marido dela, o zootecnista Lucas Pizarro, sempre fazem doações por meio do Exército de Salvação. “Sabemos que o trabalho é sério e eles ainda vêm até a nossa porta buscar o que queremos doar”, elogia a terapeuta. “Ficamos tranquilos porque eles darão o melhor destino a itens que, certamente, ajudarão muitos que precisam bem mais do que nós”, acrescenta Lucas, também professor de remo e proprietário da Crossrowing.


Viu como é fácil ajudar outras pessoas?! Então, doe-se! Não dói!



SERVIÇO – Coleta pelo Exército de Salvação

- Contato: (61) 3443-6142 / 4003 2299

- Dias de coleta: quartas e quintas-feiras

- Período de coleta: 8h30 às 16h30

- Site: http://www.exercitodesalvacao.org.br/

- Instagram: exercitodoacoes

- Facebook: Exército de Salvação


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